Dia 23 e 24 (28/29 AGOSTO 08)

"casa, minha casinha, merda para o Rei e merda para a Rainha"

Em edição cada vez mais póstuma e enterrada (4/09) - também: já que o começamos, porque não acabar? - os últimos dias de férias, se assim se poderão chamar, foram idênticos aos primeiros mas no sentido inverso.
O check-out do Suk11 deu-se pelas 9 da manhã com um táxi-meter à porta que nos levou ao aeroporto para ser transportados de volta à inbicta.
A viagem entre Bangkok e Londres teve uma curta escala, exactamente a meio do caminho, no Bahrein, terra de mouros verdadeiros, onde esticámos as pernas e comprámos pistácios.
Depois, Londres representou o capítulo mais doloroso deste regresso porque aterrámos em Heathrow às 21 horas portuguesas e tínhamos, em Gatwick, o voo para o Sá Carneiro às 6.30 da matina. Com uma noite mal dormida nos bancos de Gatwick (os assentos bons, ao comprido, estavam já ocupados e tivemos que nos instalar em bancos com separadores metálicos individuais).
Chegámos ao Porto com 1 hora de atraso. No aeroporto, à nossa espera, estava o Artur para nos guiar a casa.
Para a história fica a data do início dos confrontos entre o partido Aliança do Povo pela Democracia para destronar o Primeiro Ministro Samak Sundaravej no nosso último dia de Tailândia. Segundo dizem, Samak Sundaravej não passa de uma marioneta de sombras tailandesas nas mãos de Thaksin Shinawatra, ex PM, fugido em terras de Sua Majestade Elisabete II e "Pinto da Costa" do Manchester City Football Club. Pelos vistos, esse tal Thaksin quer comprar o nosso Ronaldo por apenas 165 milhões de euros (8,232,396,454.66 de Bahtes).

Aqui vão as últimas particularidades que poderão ser úteis para os futuros viajantes ao Reino de Suas Majestades Bhumibol Adulyadej (Rama IX) e Sirikit Kitiyakara:
- Os saudosistas do Milo poderão abastecer-se dessa maravilhosa relíquia há muito desaparecida de Portugal. E não apenas na versão de grânulos em lata, existe Milo nas mais diversificadas formas e com infinitas variações sejam elas em pó, leite ou chocolate. Uma consulta à Wikipédia revela-nos que o produto é australiano e é comercializado na "Malaysia (accounting for 90% of worldwide consumption of Milo), Singapore, Thailand, Indonesia, Philippines, Vietnam, New Zealand, Hong Kong, India, Japan, South Africa, Jamaica, Trinidad & Tobago, Chile, Colombia, Nigeria, Kenya, Ghana, Papua New Guinea and Syria" (é só escolher). Curiosamente, à dois anos, trouxemos de Londres 2 latas de Milo compradas num supermercado bangladechiano em Brick Lane;
- Reparámos em 3 tipos de formigas: as gigantes, médias (iguais às nossas) e as micro-formigas. As gigantes são muito lentas por oposição à rapidez impressionante das micro-formigas;
- Os tailandeses têm uma fobia muito particular com os pés (ao contrário da fobia dos chineses, por exemplo, que lhes permite utilizar os dedos para apontar ou, até mesmo, para comer). Nem será tanto com os pés mas talvez com o calçado ou as solas. Para circular no país, o calçado ideal são mesmo uns simples chinelos, nada de atilhos, até porque nos vemos obrigados a circular com os pés directamente no chão em todos os templos, nalguns estabelecimentos comerciais, casas e mesmo nalguns quartos de hotel. Nada de por as patas calçadas sobre um cadeira ou mesinha e nem pensar em pendurar as sapatilhas na mochila;
- Beber directamente pela garrafa ou mesmo pelo copo é considerada uma actitude porca. São, por isso, fornecidas palhinhas, mesmo nas mercearia mais ranhosas, na compra de qualquer bebida. Nos restaurantes os guardanapeiros são mais evoluídos e têm cavidades específicas, com tampas, para as palhas e os palitos;
- Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer;
- Impossível de imaginar sem a presença física e ausente nas imagens, o calor, aliado à humidade, é a característica que mais marca este território. Faça sol ou faça chuva, de noite ou de dia, de Janeiro a Dezembro, do Norte ao Sul a companhia constante de uma toalha para secar o suor excessivo poderá revelar-se indispensável para quem lida com esse assunto;




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