Como o prometido é devido, aqui vão, tardiamente (1/09), umas palavras (e um bónus de 2 ou 3 fotos) sobre este dia:
Ainda em Si Thammarat, depois de um pequeno almoço num café com uma colecção incrível de tricas a pender para a nostalgia vintage ocidental, foi um anda para lá, para cá, com informações contraditórias que apontavam sentidos opostos, sem encontrar o mini-bus que nos levariam a Krabi. Acabámos por ceder aos touts (pragas) e, cada um na sua motorizada-táxi, por 40b/pessoa, chegámos a uma baiuca com os tais mini-bus para Krabi.
O percurso que deveria rondar as 3 horas foi encurtado em meia hora dada a impertinência e destreza do motorista a cortar as curvas e a buzinar 10 vezes seguidas a tudo o surgia pela frente.
Krabi brindou-nos com a pior refeição da viagem: umas massas frias com um topping de coisas vermelhas não identificáveis aromatizado pelo cheiro a esgoto das redondezas. Depois de tal refeição navegámos num Long Tail Boat, durante 45 minutos, até aquela que, nas palavras do Lonely Planet, será a futura *superstar* do turismo balnear tailandês: Railay.
Apesar de localizada na costa continental, isolada por penhascos, Railay é apenas acessível de barco. Vista de cima tem uma configuração e funcionamento idêntico à famosa ilha Phi-Phi Don (ver o dia seguinte): dois grandes montes separados por uma tira plana de terra (onde está localizada a maioria da área "habitável") que formam duas baías: uma a Nascente, lamacenta, onde atracam os barcos, e outra a Poente, a praia propriamente dita. Por isso mesmo, com excepção de pequenos detalhes que passaremos já a enunciar, tudo o que aqui se escrever sobre Railay será válido para a Phi-Phi e vice-versa.
-Segundo o LP, o pôr-do-sol em Railay atinge características orgasmáticas e psicadélicas. Por infelicidade nossa as nuvens de Railay não o deixaram vislumbrar. Já em Phi-Phi, com o céu limpo, o pôr-do-sol não foi nem orgásmico nem psicadélico, mas foi muito bonito;
-Ainda recorrendo à cábula do LP e também por nós constatado, a água em Railay é verde-esmeralda ao contrário da água turquesa-cristalina de Phi-Phi;
-Em Phi-Phi o areal é branquinho e em Railay, apesar de claro, é mais Praia da Tocha com um bocadinho de lama na maré-baixa;
-No capítulo fotogénico Phi-Phi é mais para o postal mas não tem aquelas árvores marinhas de Railay que ficam com as raízes encavalitadas na maré baixa;
-Em Railay os turistas aparentam ser mais receosos, avistámos imensas pessoas com cordas ao ombro para fugir à eventualidade de um tsunami. Ao contrário, em Phi-Phi, as pessoas andam mais descontraídas talvez porque as escapatórias estão bem definidas e fazem-se por degraus;
Quanto aos aspectos comuns, voltamos à velha história do Complexo-de-Michael-Joseph-Jackson: os brancos querem ser pretos e os pretos querem ser brancos. Como os tailandeses são um bocado para o escuro e olham com alguma inveja para as peles claras fogem do sol na igual proporção que nós o procuramos.
Logo, qualquer pedaço de areia junto à costa na Tailândia (apenas com algumas excepções, ao que nos constou, na costa oriental - como é o caso do resort do dia 13 e 14 deste blog, e mesmo assim, só na época alta :-) apenas faça algum sentido para eles através da exploração comercial, seja ela a pesca, sejam no aproveitamento dos farangs que encontram nestes areais um descanso(?) que lhes permita chegar a casa um bocadinho mais escuros. Moral da história: por aqui tudo é muito mais caro, o artesanato ainda é mais falso, as tiras em volta das árvores são falsas, os locais vivem apenas para servir farangs e, como a maioria dos farangs são mais chatos que os condutores de tuk-tuk's, transformam-se em seres mais antipáticos ou falsamente simpáticos.
Para que fique registado no nosso diário de bordo, ficámos instalados numa espécie de bungalow de tijolo no Diamond Private Resort porque nos ofereceu as comodidades que pretendíamos (air-con, private bathroom, pool and color tv) a preços de época baixa (700b). Para chegar ao patamar onde se implantava o Resort subimos e descemos com as mochilas às costas um cento de degraus para depois descobrir que eles tinham um dispositivo sobre carris para transportar as bagagens.













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