19 – Selesa Beach Resort > Kuala Lumpur (25 de Agosto)

Antes de sair para Kuala Lumpur, onde nos esperavam o PM e a MB, tomámos, com tranquilidade, o último pequeno almoço do Selesa Resort Beach, perto de Port Dickson (PD, como dizem), Negeri Sembilan, Malaysia. A viagem seria curta (10 minutos de táxi até PD, 1 hora de autocarro até Seremban e mais outra entre Seremban e KL) mas tornou-se um bocado mais demorada porque não quisemos pagar os RM20 que o resort se fazia cobrar para encomendar um táxi. Tentámos o Bus local mas, depois de esperar quase 1 hora pelo dito, acenámos ao táxi que nos deixou, por 5 ringuitos, em PD. Sem essa espera, certamente, não teríamos confraternizado com os 4 operários da construção civil que dormitavam à sombra de uma árvore no passeio. A hora era do almoço mas jejuavam com o Ramadão. Viemos então a saber que se tratavam de três bangladechianos e um indiano de Bombaim, imigrantes temporários na Malásia a dois meses de regressar ao lar. Embora muçulmanos, o Cristiano era o seu Deus e Portugal a segunda equipa (a seguir ao Manchester United). O táxi que apanhámos era uma espécie de autocarro em miniatura que recolhia e largava outros passageiros ao longo do percurso.

Chegados a KL, comemos uma nata no Central Market e fomos direitinhos ao Maytower Hotel onde estava reservada, pelo casal PM e MB, uma suite para nós.
Na Malásia usam e abusam das abreviaturas: são os KL, KLIAS, KLCC, PD e sabe-se lá o que mais (mas menos irritantes que os faques, meteos, infos ou arches dos franceses).
A luxuosa suite do 28º andar foi conquistada a ferros porque o "ladyboy disfarçado" da recepção do hotel (também, se não fosse disfarçado, na Malásia, limpavam-lhe o sebo), decidiu implicar connosco quando tentámos mudar para o 24º andar, o mesmo piso onde se encontrava o quarto dos nossos amigos, prometendo uma deslumbrante vista para as Petronas, enfiou-nos num quarto sem janelas. Quando descemos para protestar o dito "ladyboy disfarçado" já não se encontrava na recepção - melhor para ele, porque dessa vez quem lhe limpava o sebo éramos nós. Resultado: depois de subir e descer algumas vezes os 20 e tal andares do edifício, acomodaram-nos no 28º andar, sem Petronas, mas com uma bonita panorâmica da cidade. Restou, também, a confirmação que as Petronas não se avistavam de nenhum ponto do hotel, obstruídas por um arranha-céus em construção junto ao Maytower, o que apurou, ainda mais, o nosso sentido de vingança.
As imagens que mostramos são quase todas variantes da cidade avistadas da suite, das Petronas, onde fomos passear depois de um jantar assim-assim na China Town, e do percurso entre o Central Market e o hotel.
Uma última curiosidade: o número 4 simboliza a morte para os malaios, por isso, não existem andares com o número 4 (ex.: o 4º piso é o 3B, o 14º o 13B e por aí fora - uma variação pouco subtil que, pelos vistos, os deixa mais sossegados).

















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