CONCLUSÃO


Estamos a 11 de Setembro de 2008. Há pouco a somar ao dito e mostrado. As férias narradas neste blog foram óptimas mas acabaram faz hoje 12 dias (A data deste último post foi, propositadamente, alterada para 31 de Agosto apenas para colocar os "Atalhos", na coluna lateral direita, de uma assentada).

Amanhã deverão chegar os ex-concorrentes. Desejamos uma viagem de regresso tranquila e bons mergulhos na poeirada que se lhes avizinha (a nossa já está a ser varrida) - isto é uma in-joke, por isso, se não entendeu: não perca muito tempo.

Para dar como concluído o trabalho no blog deixamos ainda algumas estatísticas, valorações e agradecimentos.

Andanças em Km por par-de-pernas:
(números aproximados ponderados a partir do google-maps, cartografia variada e memória disponível)
-Percorridos pelo ar: 25 515 (fora as curvas)
-Percorridos de minibus: 420
-Percorridos de comboio: 350
-Percorridos de BUS 1st Class: 250
-Percorridos de "Ordinary Bus": 240
-Percorridos a pé: 150
-Percorridos de 4x4: 110
-Percorridos de ferry: 82
-Percorridos de scooter: 60
-Percorridos de sawngthaew: 40
-Percorridos de túk-túk: 35
-Percorridos de bicicleta: 25
-Percorridos de skytrain: 20
-Percorridos à boleia: 17
-Percorridos de boat-bus: 15
-Percorridos de long-tail-boat: 13
-Percorridos de motorizada-táxi: 6
-Percorridos a boiar: 0.1

Custos por cabeça:
(excluindo os aviões e as despesas Visa em Londres, Bahrein e 2+1 noites com hotéis em Bangkok)
-Média diária: 1,062 Bahtes (21.95€)
-Dia mais dispendioso (Dia 7): 1,960 Bahtes (40.40€)
-Dia mais económico (Dia 2): 610 Bahtes (12.20€)
-Refeição completa mais dispendiosa (num indiano em Phuket Town): 412 Bahtes (8.50€)
-Refeição completa mais económica: para aí 50 Bahtes (1.00€)
-Total dos gastos por pessoa: 22,282 Bahtes (461.30€)

Coisas:
(que nos vêm à cabeça)
-Templo mais engraçado: Wat Phra That - Doi Suthep (dia 10)
-Templo mais freak: Wat Phra Mahathat - Nakhon Si Thammarat (dia 15)
-Templo mais doirado: Wat Phra Kaew - Grand Palace - Bangkok (dia 21)
-Templo mais agradável: Wat Ratburan - Phitsanulok (dia 3)
-Miss simpatia: Srithai Pangbunshu
-Mister simpatia: velhinho de motorizada que, quando estávamos cansados e desorientados no 2º dia de Bangkok, nos indicou um autocarro a 7bahts para a Chinatown
-Refeição mais saborosa: Marta - Japonês de Phuket (dia 18) / João - jantar Thai cozinhado por 3 marmelos (dia 11)
-Pior refeição do ano: almoço em Krabi (dia 16)
-Melhor praia: Nai Phlao (dia 13)
-Baratas maiores e mais vivaças: Phuket Town depois das 9pm (dia 18 e 19)
-Alojamento mais fixe: Pana Huts (dia 6 e 7)
-Pior alojamento com um pequeno almoço muito bom: White Orchid Bangkok Hotel (dia 1 e 2)

Agredecimentos:
(in order of appearance)
-Família, por tudo e mais alguma coisa.
-Pedro e Tita, pelo terror instalado, dicas e companhia.
-Gulf-air, por nos ter proporcionado os bilhetes de avião mais baratos do mercado, e do momento, até Bangkok.
-AirAsia e ThaiAir, por nos permitir voar entre diversas cidades tailandesas a preços mais baixos que a ligação Porto-Lisboa da CP.
-Artur, pela Ficus, Borracheira, Bonsai e por ter sido o primeiro e último túk-túk da viagem.
-A todos os que contribuíram com votos de boa-viajem e/ou comentários simpáticos no blog.
-Lonely Planet, (mais) pelos alojamentos, lugares, transportes e (menos) pelos comedouros.
-Ao Jumbo pela mochila com rodinhas.
-Milo.
-Ao 7-eleven.
-Miss Srithai Pangbunshu das Pana Huts pela majoração da amabilidade elevada ao mais alto estimulo jamais idealizado.
-Thom (?), pela versão ocidental de um australiano radicado na Tailândia da Família Real e outras particularidades, nomeadamente, ter respondido um "yes" espantado a um italiano que, apontando para umas bananas numa bananeira, perguntou - Are those Bananas?
-Buda.
-Cristiano Ronaldo e Figo.
-Miss A e B pelas informações e simpatia no Doi Suthep.
-Rei e Rainha.
-World Nomads, por não terem sido necessários e pela escola que ajudaremos a construir no Cambodja.
-Malarone, por nunca sabermos se foram, ou não, essenciais.

THE END*

*Para o ano cá estaremos a narrar uma semana de lés-a-lés, na costa do Pacífico, entre o Alasca e a Terra-do-Fogo.

Dia 23 e 24 (28/29 AGOSTO 08)

"casa, minha casinha, merda para o Rei e merda para a Rainha"

Em edição cada vez mais póstuma e enterrada (4/09) - também: já que o começamos, porque não acabar? - os últimos dias de férias, se assim se poderão chamar, foram idênticos aos primeiros mas no sentido inverso.
O check-out do Suk11 deu-se pelas 9 da manhã com um táxi-meter à porta que nos levou ao aeroporto para ser transportados de volta à inbicta.
A viagem entre Bangkok e Londres teve uma curta escala, exactamente a meio do caminho, no Bahrein, terra de mouros verdadeiros, onde esticámos as pernas e comprámos pistácios.
Depois, Londres representou o capítulo mais doloroso deste regresso porque aterrámos em Heathrow às 21 horas portuguesas e tínhamos, em Gatwick, o voo para o Sá Carneiro às 6.30 da matina. Com uma noite mal dormida nos bancos de Gatwick (os assentos bons, ao comprido, estavam já ocupados e tivemos que nos instalar em bancos com separadores metálicos individuais).
Chegámos ao Porto com 1 hora de atraso. No aeroporto, à nossa espera, estava o Artur para nos guiar a casa.
Para a história fica a data do início dos confrontos entre o partido Aliança do Povo pela Democracia para destronar o Primeiro Ministro Samak Sundaravej no nosso último dia de Tailândia. Segundo dizem, Samak Sundaravej não passa de uma marioneta de sombras tailandesas nas mãos de Thaksin Shinawatra, ex PM, fugido em terras de Sua Majestade Elisabete II e "Pinto da Costa" do Manchester City Football Club. Pelos vistos, esse tal Thaksin quer comprar o nosso Ronaldo por apenas 165 milhões de euros (8,232,396,454.66 de Bahtes).

Aqui vão as últimas particularidades que poderão ser úteis para os futuros viajantes ao Reino de Suas Majestades Bhumibol Adulyadej (Rama IX) e Sirikit Kitiyakara:
- Os saudosistas do Milo poderão abastecer-se dessa maravilhosa relíquia há muito desaparecida de Portugal. E não apenas na versão de grânulos em lata, existe Milo nas mais diversificadas formas e com infinitas variações sejam elas em pó, leite ou chocolate. Uma consulta à Wikipédia revela-nos que o produto é australiano e é comercializado na "Malaysia (accounting for 90% of worldwide consumption of Milo), Singapore, Thailand, Indonesia, Philippines, Vietnam, New Zealand, Hong Kong, India, Japan, South Africa, Jamaica, Trinidad & Tobago, Chile, Colombia, Nigeria, Kenya, Ghana, Papua New Guinea and Syria" (é só escolher). Curiosamente, à dois anos, trouxemos de Londres 2 latas de Milo compradas num supermercado bangladechiano em Brick Lane;
- Reparámos em 3 tipos de formigas: as gigantes, médias (iguais às nossas) e as micro-formigas. As gigantes são muito lentas por oposição à rapidez impressionante das micro-formigas;
- Os tailandeses têm uma fobia muito particular com os pés (ao contrário da fobia dos chineses, por exemplo, que lhes permite utilizar os dedos para apontar ou, até mesmo, para comer). Nem será tanto com os pés mas talvez com o calçado ou as solas. Para circular no país, o calçado ideal são mesmo uns simples chinelos, nada de atilhos, até porque nos vemos obrigados a circular com os pés directamente no chão em todos os templos, nalguns estabelecimentos comerciais, casas e mesmo nalguns quartos de hotel. Nada de por as patas calçadas sobre um cadeira ou mesinha e nem pensar em pendurar as sapatilhas na mochila;
- Beber directamente pela garrafa ou mesmo pelo copo é considerada uma actitude porca. São, por isso, fornecidas palhinhas, mesmo nas mercearia mais ranhosas, na compra de qualquer bebida. Nos restaurantes os guardanapeiros são mais evoluídos e têm cavidades específicas, com tampas, para as palhas e os palitos;
- Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer;
- Impossível de imaginar sem a presença física e ausente nas imagens, o calor, aliado à humidade, é a característica que mais marca este território. Faça sol ou faça chuva, de noite ou de dia, de Janeiro a Dezembro, do Norte ao Sul a companhia constante de uma toalha para secar o suor excessivo poderá revelar-se indispensável para quem lida com esse assunto;




Dia 20 e 21 (26/27 AGOSTO 08)

Bangkok or The Ultimate Sweat Worship:




















Em edição póstuma, no conforto fresco do nosso apartamento em Santos Pousada e vestidos a rigor (um casaco sobre a t-shirt), aqui vão as imagens e um breve relato dos últimos 2 dias em Bangkok.
Em Portugal fomos recebidos com notícias que relatavam um "golpe de estado", motins populares e outras coisas terríveis como terramotos, maremotos ou arrotos na Tailândia. Tudo passou por nós sem qualquer evidência, mas saber que 2 dias depois de embarcar em Phuket o aeroporto "foi encerrado quando milhares de manifestantes cortaram os acessos (e que) mais de 15 mil passageiros estão retidos na ilha turística de Phuket" confere ao passeio uma imagem de risco que nunca foi notada e difícil de entender no meio de tantos sorrisos.

Instalados em Sukhumvit, um bairro novo da capital, após uma curta viagem de avião de Phuket, estes últimos dias de Bangkok foram direccionados para o que faltava dos primeiros: a orgia consumista elevada à exponencia infinita de Siam, Silom ou Sukhumvit e da imponência religiosa e monarquica de Ko Ratanakosin ou Phra Nakhon.
A Guest House que nos deu guarida foi a Suk11, um hospedaria de Backpackers com quartos impecavelmente limpos, pessoal hospitaleiro e a dois passos da estação de Nana do Skytrain.
O Skytrain (um metro nas alturas) punha-nos em poucos minutos nos modernos bairros de Siam e Silom e, melhor, colocava-nos junto ao rio onde os barcos-táxi nos levavam aos bairros centrais da cidade.
No interior do Skytrain o ar-condicionada aproximava a temperatura ambiente dos 0 graus, provocando um choque térmico com o exterior capaz de congelar e descongelar com a eficácia de um bom frigorífico e micro-ondas.
Os barcos-táxi proporcionavam uma agradável visão dos riversides da cidade por entre águas turbulentas (causadas, talvez, pelas monções) e repletas de uma flora que ainda não sabemos se autóctone ou trazida, de montante, pela correnteza do rio.
No centro da cidade tivemos a felicidade de encontrar um meio de transporte gratuito posto à disposição da miudagem Thai: a bicicleta. Num programa que se dava pelo nome de GreenBangkok (e, incrivelmente, ao que nos pareceu, ainda não descoberto pela turistada) que nos proporcionou um arriscado circuito de 7 km por entre buzinadelas, rotundas de 5 vias e a pedalar pela esquerda até descobrir que o circuito era percorrido na segurança de umas vias bem delimitadas nos passeios. Enfim, no pico do calor, sob um sol intenso o João expeliu e ingeriu 3 garrafões de água e a Marta, porque não transpira, acabou como que um vulcão prestes a explodir.
O programa foi mais uma vez abençoado pelo abrigo de uma tempestade de arrepiar os ossos num templo (ver o Dia 5) mas desta vez, porque não fazemos a coisa por menos, na capela mais famosa do país, o Phra Kaew, no Grand Palace, casa do venerável Buda de Esmeralda. A tempestade foi tão forte que derrubou tabuletas e arrancou fragmentos do templo, alguns dos quais por nós contrabandeados para Portugal para tentar, aqui, propagandear a fé no Buda.

Em relação à comida, vamos, a título de curiosidade, indicar as 4 principais refeições destes dois dias:
1º Almoço no MacDonalds de Sukhumvit (ver imagem) - 2 estrelas;
1º Jantar num Japonês/Tailandês com passadeiras rolantes (ver imagens) - 5 estrelas;
2º Almoço num restaurante Thai popular de Banglamphu - 5 estrelas;
2º Jantar num restaurante Thai chique junto ao Suk11 (última imagem) - João: 5 estrelas, Marta 3 Estrelas (por causa da citronela);

E agora as imagens, são muitas, por isso, respirem fundo ou vão tomar um café enquanto os Mbps são assimilados pelo computador:











7-eleven, o nosso melhor amigo:















Pequeno almoço no Suk11:


Suk11, átrio e 2 vistas da nossa varanda:





Como somos amigos, mais umas do Suk11 (até ao homem dos ovos):












A adornar o gigante Buda Reclinado (em passagem para o Nirvana) encontramos, por mero acaso, estas imagens que representam antigas encarnações da Marta e do João:



Para dar escala:







O Buda também sofre com a epicondilite:
















Para entrar no Grande Palácio a Marta teve de vestir uma camisa da Alta Costura tailandesa para não se envergonhar perante o séquito real: